Um caminho espiritual

Uma busca pela qual todo Ser Humano, em algum momento, em algum lugar, em alguma altura, passa.

Aprendizagem

Auto-conhecimento, aumento da consciência, auto-ajuda, despertar, evolução espiritual ou desenvolvimento da espiritualidade.

Intenção e Intuição

A intuição é nossa capacidade de perceber e sentir o que é certo para nós. É a voz do coração.

A Energia

Uma viagem de FELICIDADE, HARMONIA, PAZ num caminho de Luz e de Amor Incondicional.

Exercícios e Meditação

Chakras: os nossos portões celestiais.

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31 de outubro de 2011

Druidismo - O Bardo


A Tradição Druídica é antiga e representa uma das fontes de inspiração da Tradição Espiritual do Ocidente. Mas, embora seja antiga, é tão relevante e viva hoje como sempre foi. Todas as espiritualidades crescem e mudam - e o Druidismo também mudou - e vive agora um Renascimento.

A prática do Druidismo costumava limitar-se àqueles que podiam aprender com as suas visitas a um Bosque ou a um Druida em particular. Mas, ao longo dos anos, a Ordem desenvolveu um curso empírico que pode ser feito onde quer que viva.

O estudo do Druidismo divide-se em três graus que correspondem às três divisões tradicionais dos antigos Druidas: a dos Bardos, dos Ovates e dos Druidas.

O primeiro grau, o de Bardo, introduz todos os conceitos básicos do Druidismo, monstrando que é uma via que pode ser praticada no mundo actual, trazendo uma maior sensação de ligação a toda a natureza e com a antiga herança da tradição de sabedoria druídica.

O objectivo do grau de Bardo é ajudar a fazer a vida florescer e desabrochar e ajudar a Alma a expressar-se plenamente no mundo, ajudando-o na descoberta das fontes do poder criativo individual, para que as suas dádivas possam fluir totalmente na vida. Para além disso, são ensinadas as técnicas fundamentais da espiritualidade druídica – a utilização do ritual, do espaço sagrado, do círculo, das direcções e dos elementos, que o ajudam na harmonização com o mundo natural, com os ritmos da Terra e da lua, do sol e das estrelas, assim como a aproximar-se do seu Eu Profundo.

O grau de Bardo está ligado às Artes, uma vez que através da música, da narração de histórias, da dança, poesia, pintura e escultura, que se desenvolvem as técnicas mais subtis que fazem parte do nosso Ser Espiritual e que despertam o nosso ser intelectual. Tal como o salmão regressa ao seu local de nascimento para desovar e tal como a psicoterapia nos encoraja a regressar à infância para encontrarmos renovação, é preciso seguir o rio até à sua nascente. No grau de Bardo, voltamos atrás no tempo para irmos ao encontro da sabedoria antiga e meditar à cerca da nossa própria vida para que possamos ser conduzidos ao momento de renascimento, isto é, de renovação.

Conforme renascemos, ganhamos uma nova consciência, criando-se um espírito de reverência por todas as coisas vivas, dando importância aos pontos cardeais, à música e ao encontro com os elementos da Natureza e com os princípios eternos. Torna-se, assim, evidente que o trabalho do Bardo seja xamânico, uma vez que envolve técnicas de viagem ao Outro Mundo em busca de inspiração e informação que traz para este plano para ajuda na cura e orientação dos outros.

O desejo de um Bardo é o de ser preenchido pela inspiração divina, expressando plenamente a sua criatividade inata, trazendo alegria e magia aos que o rodeiam. É crescer em sabedoria.

25 de outubro de 2011

Druidismo - Amor pela Natureza


“Os professores abrem as portas, mas cabe-nos a nós entrar”

Venha conhecer o Druidismo, uma forma de restabelecer as ligações que perdemos entre nós e a Natureza, ou seja, entre nós e a Fonte Universal de Energia.

Inicialmente, todos os Seres Humanos estavam conectados com a Natureza e viviam quer dela, como para ela. Um cuidava do outro e vice-versa. Actualmente, essa ligação perdeu-se, uma vez que há cada vez menos Natureza e que esta é constantemente destruída por nós.  Hoje em dia, torna-se fundamental este laço perdido a um nível profundamente consciente e cheio de significado: estar ligado à terra, aos quatro elementos, às estações, aos animais, aos astros e às pedras! Estarmos ligados às plantas e às árvores. Esta é a proposta do Druidismo! Uma comunhão com o todo, de forma espiritual e divina, na qual a Natureza é o principal canal.

Os Druídas não constroem templos ou locais de culto: para eles, o mundo da Natureza é o seu templo, podendo ser acedido em qualquer lugar: num monte, numa clareira, na nossa mente ou até no interior de uma casa. O Druidismo, tal como ele é praticado hoje em dia, é o resultado directo de um movimento que começou com os Celtas, os Druídas e com os filósofos pagãos do Mundo Clássico. O tema comum que atravessa este fio condutor é, basicamente, a visão do Divino na Natureza. Como tal, é uma relação de Natureza, sem fundador, aos contrário das religiões reveladas (que têm inicio num individuo a quem é revelado o caminho espiritual: Buda, Jesus, Maomé,…). Esta religião exprime o amor pela terra, animais e árvores, vendo o Homem como parte de um todo orgânico uno com a Natureza.

De forma a estimular e iniciar novos pensamentos, acções, sentimentos e práticas, a Tradição Druídica preserva a semente e a sabedoria raiz dos nossos antepassados, talhando o caminho para o auto-conhecimento e de desenvolvimento espiritual através de um conjunto de ideias metafísicas que irão despertar os nossos sentidos interiores. Um caminho longo, que necessita de paciência e de forma moral.

As sete Dádivas do Druidismo

  1. A Filosofia: uma forma de vida que nos convida a proteger e a respeitar o ambiente e nos faz perceber qual o nosso papel na grande teia da Criação. 
  2. O contacto com a Natureza: um sentimento de uno com a Natureza, com os nossos antepassados, com o nosso corpo e Espírito. O respeito e a comemoração dos ciclos sazonais. 
  3. Cura: Práticas que promovem a cura, o rejuvenescimento, a saúde e a longevidade.
  4. Ver a vida como uma viagem: análise de todos os rituais simbólicos da nossa vida. 
  5. Outras realidades: exploração de outros estados de consciência através da meditação, visualização e viagem xamânica, da música, do canto e casas de suor. 
  6. Desenvolvimento do potencial: desenvolvimento pessoal das capacidades criativas, psíquicas, intuitivas e do crescimento espirito-intelectual. 
  7. A Magia: a arte de descobrir e nutrir o nosso poder espiritual.
Por estas razões e por muitas outras, o Druidismo ajuda-nos a viver uma vida mais plena no agora. Esta Tradição é um caminho onde a sabedoria ancestral é espelhada e compreendida.

19 de setembro de 2011

Equinócio do Outono

 
Eis que chegamos ao Equinócio de Outono, no hemisfério Norte, também conhecido como Mabon ou como Lar da Colheita ou Festival da Segunda Colheita.Neste período o dia e a noite estão em equilíbrio! A partir daqui o Sol vai-se aproximando do seu ponto mais baixo, tornando a noite mais comprida.

Esse sabbat, que ocorre entre o Primeiro festival da colheita (Lughnasadh) e o Ano novo pagão (Samhain), marca o início do outono, dia santo pagão de descanso da colheita e comemoração, uma época de agradecimento aos Deuses e à Mãe Natureza por tudo o que foi colhido e caçado e por nos dar o seu corpo para habitarmos, vivermos e nele aprender as lições da iluminação.

Agora, a Natureza convida-nos a interiorizar gradualmente, a desacelerar o ritmo, a preparar-mo-nos para o retiro Invernal.

Celebremos todas as bênçãos que temos, todas as nossas colheitas pessoais e agradeçamos todas as conquistas do último ano. Peçamos e reconheçamos por todos aqueles que amamos, e por todos os que estão doentes ou idosos. Agora é tempo de dar graças pelo que temos - por TUDO o que temos. Para recuperar a ligação à Alma, recuperemos a ligação à natureza, que nos espelha e nos forma. Agradecer aos que nos ensinaram, inspiraram e apoiaram; aos que nos geraram, aos que foram testemunhas mais antigas da nossa vida e aos que passaram brevemente.

Este é também um momento para desenvolvermos a nossa consciência ecológica e sermos activistas em prol da Mãe Terra. Dar graças dentro de nós, trazer uma espiga de cereal para nossa casa e recordar que o seu doirado representa a luz e o amor da Mãe Natureza, sempre amante da sua criação. Nesta estação, agradeçamos o Amor da Vida sob a forma de oportunidades, bênçãos, soluções, comunhão e esperança. Mas também é importante agradecer os desafios, as dificuldades que nos forjaram no fogo da verdade Maior, e que conceberam novos começos, consciência e formas de encarar a vida. Celebremos agora, o que temos e guardemos esse doirado-Luz bem perto do coração.