Um caminho espiritual

Uma busca pela qual todo Ser Humano, em algum momento, em algum lugar, em alguma altura, passa.

Aprendizagem

Auto-conhecimento, aumento da consciência, auto-ajuda, despertar, evolução espiritual ou desenvolvimento da espiritualidade.

Intenção e Intuição

A intuição é nossa capacidade de perceber e sentir o que é certo para nós. É a voz do coração.

A Energia

Uma viagem de FELICIDADE, HARMONIA, PAZ num caminho de Luz e de Amor Incondicional.

Exercícios e Meditação

Chakras: os nossos portões celestiais.

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13 de outubro de 2011

Reiki - História


 
O Reiki é um dos métodos de cura mais antigos que a humanidade conhece. É uma forma de encarar a vida, uma técnica que não é só para ser praticada, mas também para ser vivida. Ao longo do tempo, o Ser Humano foi cultivando e valorizando cada vez mais a sua vertente racional, lógica e dedutiva, deixando de lado a nossa intuição, sensibilidade e criatividade.


O Reiki é um dos métodos de cura mais antigos que a humanidade conhece.  Houve muitas lendas sobre milagres de cura dos Grandes Mestres, mas os relatos ficaram, em grande parte, perdidos. A história do Reiki desenrola-se desde os primórdios da humanidade, sendo certamente mais antigo que qualquer relato escrito.

O Reiki é uma parte de cada um de nós. Na antiga civilização, hoje conhecida como MU, as crianças recebiam o Reiki Nível 1 no começo da escola primária e o nível 2 durante o colégio. Quando as pessoas da cultura-raiz deixaram a terra de MU para colonizar o que hoje é a Índia e o Tibete, o Reiki continuou com elas.

Pensa-se que a arte de curar através da imposição das mãos teve origem no Tibete, tendo sido redescoberta no Japão, no século XIX, pelo Dr. Mikao Usui.

A palavra japonesa Reiki poderá ser traduzida também por Energia Vital Universal. O seu ideograma é composto por dois kanjis: o Rei e o Ki.
  • Rei significa universal e refere-se à parte espiritual, à essência energética cósmica que permeia todas as coisas e circunda tudo o que existe.
  • Ki é a energia vital individual que flui e pulsa em todos os seres vivos. Quando a energia Ki deixa o corpo físico, ele deixa de ter vida.
Para entendermos o Reiki, necessitamos compreender que todo o ser vivo é composto de energia, da energia vital. Essa energia de força vital é a fonte da própria vida, a força que anima o Ser, sem a qual a vida não existiria. A energia vital, o “Ki”, é conhecida desde a antiguidade. Encontramos diferentes palavras nas diversas culturas e religiões do mundo para a denominar!

A energia vital influencia todos os aspectos da nossa vida. É, por isso, importante que o seu fluxo circule livremente em nós e à nossa volta. A fonte do Ki está no ar que respiramos, nos alimentos e na água que ingerimos, no nascer do Sol e no sono. Pode aumentar- se a energia Ki através de exercícios respiratórios e da meditação. Se existe um nível elevado de Ki, significa que somos fortes, confiantes, gostamos da vida e somos capazes de enfrentar desafios. Um baixo nível de energia Ki significa uma força vital fraca, um funcionamento do corpo e da mente diminutos e, consequentemente, vulnerabilidade para doenças. O Ki dá vida e alimenta os órgãos, as células e os tecidos e é responsável por melhorar as funções vitais. A energia Ki responde aos nossos pensamentos e às nossas emoções.

Sempre que há redução ou bloqueio na circulação da energia vital, o corpo enfraquece, as funções vitais deixam de se processar ao ritmo apropriado e poderão aparecer desordens físicas ou mentais. O Reiki é um dos métodos mais eficazes para remover bloqueios energéticos, permitindo reabastecer e reequilibrar a energia do corpo, criando um estado de harmonia.

A simplicidade do Reiki é tão poderosa que temos alguma dificuldade em compreender e aceitar a sua eficácia. Contudo, para que ele faça efeito, não é preciso acreditar nele: basta senti-lo!


Mikao Usui e a (Re)Descoberta do Reiki

 Foi graças à perseverança e fé de um homem que nasceu no Japão a 15 de Agosto de 1865, em Taniai, chamado Mikao Usui, que o Reiki foi redescoberto tendo vindo a ser transmitido por Mestres de Reiki sendo, actualmente, praticado em todo o mundo. Esta arte, uma antiga cura pela imposição das mãos, já era mencionada em sânscrito pelos antigos sutras da Índia, há mais de 2.500 anos.

O jovem Usui frequentou uma Escola de Budismo Tendai que ficava perto do monte sagrado, o Monte Kurama. Além dos ensinamentos intelectuais que teve, também teve acesso ao estudo de Artes Marciais e ao Kiko, um método de cura baseado no uso e trabalho da Energia Vital. Ainda na sua juventude, Usui viajou para o estrangeiro à procura de novas experiências que lhe permitissem enriquecer os seus conhecimentos e ampliar os seus horizontes. Nas suas buscas existenciais, mergulhou no estudo aprofundado de ciências como a psicologia, metafísica, a história, a medicina e as religiões cristãs e budista.

Quando se tornou adulto, transformou-se num homem de negócios. Um dia, tudo começou a correr mal para Usui, tendo este de procurar novas soluções para a sua vida.

Após longos estudos infrutíferos, Mikao percorreu diversos mosteiros Zen, Budistas e Tibetanos. Nestes últimos, teve oportunidade de estudar os Sutas Tibetanos que descreviam episódios em que Jesus curava com as mãos. Mas estes textos, não explicavam como, ou seja, não explicavam a forma de activar a Energia, nem como aplicá-la.

Desta forma, sem respostas e a conselho do seu Mestre, Usui decidiu retirar-se para a montanha sagrada, Monte Kurama, para fazer meditação e jejum de forma a encontrar orientação divina.

Na madrugada do 21º dia, Usui viveu uma experiência mística de iluminação e inspiração, na qual um feixe de luz lhe entrou através da cabeça, sendo-lhe revelado o mistério da cura através das mãos.

Esta Luz que envolveu Usui era o Reiki, que chegou sob forma de sintonização. Pelo ocorrido, sua consciência começou a expandir-se mais e mais e ele concluiu que estava possuído por uma força poderosa, porque podia curar as pessoas sem precisar usar sua própria energia para isto.

O Monte Kurama, onde Usui passou por seu "Anjin Ryumei" (estado permanente de Paz) é agora uma montanha sagrada.

Há quem diga que a descoberta do Reiki esteve na origem de Mikao Usui ter sido questionado, pelos seus alunos, sobre como Cristo curava com as mãos, sendo esta uma ideia interessante e, ao mesmo tempo, curiosa.

Para Usui e para a sua família, os resultados práticos da sua experiência e das revelações foram muito rápidos e evidentes.

Detentor de uma fórmula tão única e importante, o Mestre decide partilhar esta bênção com todas as pessoas que dela necessitavam, em vez de guardar o conhecimento para si, como era hábito nesta época, como património familiar. Desde então, rapidamente começa a ser conhecido como curador, sendo procurado por pessoas vindas de todos os cantos do Japão!

A partir da Revelação que teve e com a ajuda dos estudos que havia feito na juventude, cria o Sistema de Cura Reiki, que define como “um método para libertar o corpo e a mente”.

Em Abril de 1922, Mikao Usui muda-se para Tóquio, para próximo do santuário de Meiji, e funda a primeira associação de Reiki, que ainda hoje existe, a Usui Reiki Ryoho Gakkai. Aqui, Usui começa a ensinar todos os que querem aprender e a formar os primeiros Mestres de Reiki, os únicos aptos a ensinar e iniciar reikianos.

Após o terramoto de Kanto, em Setembro de 1923, movido pela compaixão que sentiu pelas vítimas, Mikao Usui e os seus discípulos dedicam os seus dias percorrendo toda a cidade. Por este trabalho de extremo Amor, obteve a condecoração Kun San To, destinada aqueles que se distinguem pelo seu empenho em causas humanitárias, dado pelo próprio Imperador.

Em Fevereiro de 1925, Usui abriu uma nova escola em Nakano, vindo a falecer subitamente depois de um dos seus seminários, a 9 de Março 1926, aos 62 anos, deixando mais de 2000 alunos, 20 com grau de Mestre. Após a sua morte, a direcção da escola foi entregue a um dos seus alunos e amigo, o Sr. Ushida.

Em sua homenagem, foi feito o Memorial Usui onde foi escrito, em japonês antigo no ano de 1927, pelo Sr. Okata, um membro da Usui Reiki Ryoho Gakkai e pelo Sr. Ushida a transição de Usui Sensei:

“Aquele que estuda com afinco (prática de meditação) e trabalha assiduamente para desenvolver corpo e mente como objectivo para se tornar uma pessoa melhor é chamado "Um homem de grande espírito". Pessoas que utilizam este grande espírito com propósito social isto é, ensinar o caminho certo para muitas pessoas e fazer o bem colectivo, são chamadas "professores". Dr. Usui foi um destes professores. Ele ensinou o Reiki do Universo. Incontáveis pessoas pediram-lhe para que lhes ensinasse o grande caminho do Reiki e que as curasse.
(…)
Dr. Usui era casado com a Sra. Sadako, cujo nome de solteira era Suzuki. Eles tiveram um filho e uma filha. O filho, Fuji Usui, levou adiante os negócios da família após o falecimento do seu progenitor. Dr. Usui era uma pessoa muito calorosa, simples e humilde. Ele era saudável fisicamente e bem proporcionado. Ele nunca se deu por vencido e sempre tinha um sorriso na sua face; era também muito corajoso face à adversidade. Ele era ao mesmo tempo uma pessoa muito prudente. Os seus talentos eram muitos. (…) O Reiki não só cura doenças, mas também amplia habilidades inatas, harmoniza o espírito, traz saúde ao corpo, e tudo isto nos ajuda alcançar a felicidade. Para ensinar isto aos outros você deve seguir os cinco princípios do Imperadir Meiji e contemplá-los a partir do seu coração.
(…)
A meta final é compreender o método secreto antigo para se alcançar a felicidade (Reiki) e desta forma descobrir a cura para múltiplas enfermidades. Se esses princípios são seguidos poderá atingir a grande tranquilidade mental dos sábios da antiguidade. Para difundir o sistema de Reiki é importante começar de um lugar junto de você (você mesmo), não principie por algo distante como filosofia ou lógica.
(…)
Se Reiki puder ser difundido pelo mundo, ele irá tocar o coração humano e a moral da sociedade. Ele será útil para muitas pessoas e não curando apenas doenças, mas a Terra como um todo
. (…) ”


Expansão do Reiki para o Ocidente


Hayashi, Aprendiz de Usui
Em 1925, um ano antes da morte de Usui, Dr. Chujiro Hayashi, médico da marinha japonesa, foi ensinado por Usui. Nessa altura, e por uma razão desconhecida, Usui disse a Hayashi que ele deveria deixar a Usui Reiki Ryoho Gakkai e deveria começar uma associação nova. Isso foi feito e Hayashi, com base nos seus conhecimentos médicos, desenvolveu e alterou o sistema criado por Usui, abrindo uma associação chamada “Hayashi Reiki Kenkyukai”.

Hayashi desenvolveu um novo estilo de Reiki tendo em conta a doença de cada um dos seus pacientes, assim como os resultados obtidos com a aplicação do tratamento. Desta forma, criou um manual com posições de mãos para cada uma das doenças!

Na sua pequena clínica, Dr. Hayashi começou a ter muito sucesso, sendo convidado a ensinar o Reiki por todo o país.


Takata, Primeira Mulher Americana a aprender Reiki


Foi no ano de 1935, que uma senhora japoneses nascida nos EUA (Hawai) chamada Hawayo Takata se dirigiu ao Japão para se submeter a uma cirurgia, gravemente doente. Viúva e com filhos, depois da morte da sua irmã mais nova a Sra. Takata decidiu ir ao Japão informar os seus pais do falecimento da sua irmã e tratar de um grave tumor no abdómen ao qual iria ser operada.

A operação não chegou a acontecer, uma vez que a Sra. Takata ouviu falar de um novo método de cura que requeria maior tempo e que era muito eficaz.

Sendo apresentada ao Dr. Hayashi, que tratou dela por um ano, a Sra. Takata obteve uma recuperação total e quis aprender Reiki. Devido a ser uma mulher e americana, o ensino deste novo método de cura não era visto com muito entusiasmo por todos os que rodeavam Dr. Hayashi. Depois de muita insistência, o Dr. Hayashi ensinou a Sra. Takata que acabou os seus estudos em 1938.

A partir desta data, e até à sua morte, a Sra. Takata empenhou-se na divulgação do Reiki, tanto nos EUA, como no Canadá. Teve uma vida intensa e dedicada, formando mais de 22 mestres de Reiki que, por sua vez, espalharam esta técnica de cura por todo o mundo Ocidental.

Ela foi a primeira pessoa no Ocidente a quem foi permitido ensinar. Quando faleceu, a 12 de Dezembro de 1980, deixou 22 Mestres de Reiki iniciados e prontos a espalhar o Reiki por todo o Mundo!

Se hoje o Reiki é conhecido e praticado por milhões de pessoas por todo o mundo, não restam dúvidas que o devemos a essas três pessoas: a Mikao Usui, ao Dr. Hayashi e a Hawayo Takata.

Tanto o Dr. Hayashi, como a Sra. Takata modificaram o Reiki de acordo com a cultura Ocidental de forma a que este fosse mais simples e prático.

Sendo o Reiki a força da Energia Universal da Vida, este adapta-se às características daqueles que o praticam, uma vez que a Energia é a mesma em todos os lugares, seja qual for a cultura e filosofia de vida de uma pessoa.

A maioria de nós foi educado sem saber lidar com as suas emoções sendo que, mais tarde, acabamos por não saber viver connosco e muito menos com os outros.

Uns dos objectivos do Reiki, é que sejam revistas as noções que herdámos e assimilámos como sendo nossas, serenando o mental e experimentando um equilíbrio e harmonia entre este e o emocional. Sem stress, sem pressas, com meditação, amor, cheios de imaginação e livres, de forma a viver o que a vida tem para nos dar de forma plena.

É este o propósito do Reiki, também chamado de Amor Incondicional ou Energia Divina.

6 de outubro de 2011

Meditação para vencer o medo

Os sábios dizem que dentro de nós existe o centro do medo e que todos nós estamos sujeitos ao medo. Desde o nosso nascimento que somos empurrados para o mundo e sentimos medo das pessoas, do barulho, do desconhecido. Existem medos normais e razoáveis que até nos protegem como, e existem os medos que nos aprisionam. Esses são criados pela nossa mente negativa, pelas emoções instáveis e conflituosas, pelos sentimentos de culpa, raiva, dúvidas, ansiedade e apegos.

É importante o autoconhecimento, para nos apercebermos do medo que se oculta dentro de nós. Para vencê-lo, é necessário examinar nosso interior, localizar os disfarces que o medo assume em nós.

Por causa do medo, uma pessoa escolhe ficar limitada, priva-se de alegrias, mente e comete erros. O medo a paralisa e a impede de desenvolver as potencialidades que temos, e o fugir do medo gera pânico. O medo cria uma prisão interna e tira-nos a paz, a saúde e alegria de viver.

Porém existe uma alternativa para todo este sofrimento e caos interior. Assim como existe um centro do medo dentro de nós, existe também o centro do amor. Ao descobrir este centro do amor interior, começamos a superar o medo. A meditação diária é uma prática de purificação muito importante para nos libertar do medo. Ela remove as marcas do medo que nos limita e faz-nos deslizar para o nosso espaço interior.

Vamos experimentar? 


1.       Sente-se confortavelmente ou relaxe deitado.
2.       Feche os olhos, respire tranquilamente e com um leve sorriso relaxe os músculos do seu rosto, depois do seu corpo.
3.       Permaneça nesse estado por alguns instantes, respirando bem tranquilamente e cultive o sentimento de confiança. Sinta-se calmo e seguro. Sinta a força que surge em seu interior quando decide deixar o sofrimento causado pelos seus medos imaginários.
4.       Conecte-se com o seu Guia e com os Mestres.
5.       Imagine um lugar onde se sinta em paz e contente (uma praia, um lago, uma montanha, uma floresta, um recanto qualquer).
6.       Repita: 

Eu sou um ser de paz. Para alcançar paz total estou a desenvolver mais coragem e contentamento no dia-a-dia.
Estou contente, pois consigo estabelecer objectivos alcançáveis para cada dia da minha vida, com a intenção de viver um dia de cada vez com alegria e contentamento.
Aprecio o caminho que estou a fazer ao invés de ansiar que ele chegue ao fim. Sou bem-sucedido e respeitado por mim mesmo. Quando olho para trás, vejo a distância percorrida e me sinto mais sábio, mais experiente e maduro no caminho do autoconhecimento e do autocontrole. Não lamento pelas minhas acções do passado.
Gosto de estar onde estou. Aquilo de que tinha medo, não tem mais poder sobre mim. Entendi que como cada um tem seu próprio destino e eu tenho o meu. Cada sucesso torna-me mais corajoso, confiante e satisfeito.

7.       Deixe-se ficar no local para onde escolheu ir e sinta-se feliz e confiante.
8.       Regresse ao seu corpo e ao local onde está, aos poucos.

4 de outubro de 2011

Anjo Metatron



Este mês irei trabalhar com o Anjo Metatron. Metatron é o maior anjo do Universo, sendo considerado um anjo muito poderoso. Ele preserva e enaltece a conexão entre o Humano e o Divino, sendo considerado de mensageiro, guia ou ainda, Porta-voz Divino.

Metatron pode ajudar-nos nos seguintes casos:

  • Acalmar a nossa raiva
  • Aprofundar a nossa conexão com a nossa alma
  • Encontrar a Paz em tempos de crise
  • Transformar mortes dolorosas em mortes mais pacíficas
  • Enviar as nossas orações para o Universo

Invocação

Quando invocado, Metatron vem logo em nosso auxílio, dando-nos a sensação de conexão profunda com a divindade. Poderemos sentir um formigueiro nas mãos e nos pés ou no cimo da cabeça e basta a frase: "Metatron, podes ajudar-me?" para o invocar. De qualquer forma, deixo uma oração de invocação:

Anjo Metatron, luz de todos os Serafins,
Com vossa sublime protecção primordial,
Ajudai-nos à quietude de nossos espíritos,
Para dar-nos forças de continuar e vencer,
Sempre em nome da verdade,
Iluminai-me sempre em todos os meus caminhos.

Anjo Metatron, que usai vossa luz divina, dai-me sorte,
Mantende-me sempre confiante e com fé em meus ideais.
Eu estarei a vosso serviço,
Pois sou digno de vossa protecção.

Anjo Metatron, livrai-me de todas as impurezas
Que possam me prejudicar.
Peço-vos que meus sentimentos sejam sempre elevados e exaltados!
Príncipe do mundo,
Eu vos saúdo,
Para que eu tenha uma existência tranquila,
E que minha vida, seja assim designada,
Para trabalhar repleta de amor.
Amém.


Este anjo é mencionado várias vezes na Bíblia, sendo que terá sido:

  • o anjo que teria guiado o povo hebreu na travessia do Mar Vermelho;
  • o anjo que impediu o sacrifício de Isaque por Abraão.
  • o Anjo da Morte, a ultima praga que Moisés lançou sobre o Egipto, que teria matado o primogénito de cada família, cujo a porta da casa não estivesse marcada com o sangue de um cordeiro.
Considerado o Anjo da Morte, é também um anjo preocupado com as crianças, sendo ele que ajuda as crianças que morrem prematuramente, aliviando igualmente a dor dos pais que perdem os seus filhos ainda pequenos.

13 de setembro de 2011

A Pequena Alma e o Sol


A pequena Alma disse:
- Eu sei quem sou!
E Deus disse:
- Que bom! Quem és tu?
E a Pequena Alma gritou:
- Eu sou Luz
E Deus sorriu.
- É isso mesmo! - exclamou Deus. - Tu és Luz!

A Pequena Alma ficou muito contente, porque tinha descoberto aquilo que todas as almas deveriam descobrir.

- Uauu, isto é mesmo bom! - disse a Pequena Alma.

Mas, passado pouco tempo, saber quem era já não lhe chegava. A pequena Alma sentia-se agitada por dentro, e agora queria ser quem era. Então foi ter com Deus (o que não é má ideia para qualquer alma que queira ser Quem Realmente É) e disse:

- Olá Deus! Agora que sei Quem Sou, posso sê-lo?

E Deus disse:
- Quer dizer que queres ser Quem já És?

- Bem, uma coisa é saber Quem Sou, e outra coisa é sê-lo mesmo. Quero sentir como é ser a Luz! - respondeu a pequena Alma.

- Mas tu já és Luz - repetiu Deus, sorrindo outra vez.
- Sim, mas quero senti-lo! - gritou a Pequena Alma.

- Bem, acho que já era de esperar. Tu sempre foste aventureira - disse Deus com uma risada. Depois a sua expressão mudou.

- Há só uma coisa...
O quê? - perguntou a Pequena Alma.

- Bem, não há nada para além da Luz. Porque eu não criei nada para além daquilo que tu és; por isso, não vai ser fácil experimentares-te como Quem És, porque não há nada que tu não sejas.

- Hã? - disse a Pequena Alma, que já estava um pouco confusa.

- Pensa assim: tu és como uma vela ao Sol. Estás lá sem dúvida. Tu e mais milhões, ziliões de outras velas que constituem o Sol. E o Sol não seria não seria o Sol sem vocês. "Não seria um sol sem uma das suas velas... e isso não seria de todo o Sol, pois não brilharia tanto. E no entanto, como podes conhecer-te como a Luz quando estás no meio da Luz - eis a questão".

- Bem, tu és Deus. Pensa em alguma coisa! - disse a Pequena Alma mais animada.

Deus sorriu novamente.
- Já pensei. Já que não podes ver-te como a Luz quando estás na Luz, vamos rodear-te de escuridão - disse Deus.

- O que é a escuridão? perguntou a Pequena Alma.
- É aquilo que tu não és - replicou Deus.

- Eu vou ter medo do escuro? - choramingou a Pequena Alma.

- Só se o escolheres. Na verdade não há nada de que devas ter medo, a não ser que assim o decidas. Porque estamos a inventar tudo. Estamos a fingir.

- Ah! - disse a Pequena Alma, sentindo-se logo melhor.

Depois Deus explicou que, para se experimentar o que quer que seja, tem de aparecer exatamente o oposto.

- É uma grande dádiva, porque sem ela não poderíamos saber como nada é - disse Deus - Não poderíamos conhecer o Quente sem o Frio, o Alto sem o Baixo, o Rápido sem o Lento. Não poderíamos conhecer a Esquerda sem a Direita, o Aqui sem o Ali, o Agora sem o Depois. E por isso, - continuou Deus -quando estiveres rodeada de escuridão, não levantes o punho nem a voz para amaldiçoar a escuridão.

"Sê antes uma Luz na escuridão, e não fiques furiosa com ela. Então saberás Quem Realmente És, e os outros também o saberão. Deixa que a tua Luz brilhe tanto que todos saibam como és especial!"

- Então posso deixar que os outros vejam que sou especial? - perguntou a Pequena Alma.

- Claro! - Deus riu-se. - Claro que podes! Mas lembra-te de que "especial" não quer dizer "melhor"! Todos são especiais, cada qual à sua maneira! Só que muitos esqueceram-se disso. Esses apenas vão ver que podem ser especiais quando tu vires que podes ser especial!

- Uau - disse a Pequena Alma, dançando e saltando e rindo e pulando. - Posso ser tão especial quanto quiser!

- Sim, e podes começar agora mesmo - disse Deus, também dançando e saltando e rindo e pulando juntamente com a Pequena Alma - Que parte de especial é que queres ser?

- Que parte de especial? - repetiu a Pequena Alma. - Não estou a perceber.

- Bem, - explicou Deus - ser a Luz é ser especial, e ser especial tem muitas partes. É especial ser bondoso.
É especial ser delicado. É especial ser criativo. É especial ser paciente. Conheces alguma outra maneira de ser especial?

A Pequena Alma ficou em silêncio por um momento.

- Conheço imensas maneiras de ser especial! - exclamou a Pequena Alma - É especial ser prestável. É especial ser generoso. É especial ser simpático. É especial ser atencioso com os outros.

- Sim! - concordou Deus - E tu podes ser todas essas coisas, ou qualquer parte de especial que queiras ser, em qualquer momento. É isso que significa ser a Luz.

- Eu sei o que quero ser, eu sei o que quero ser! - proclamou a Pequena Alma com grande entusiasmo. - Quero ser a parte de especial chamada "perdão". Não é ser especial alguém que perdoa?

- Ah, sim, isso é muito especial, assegurou Deus à Pequena Alma.

- Está bem. É isso que eu quero ser. Quero ser alguém que perdoa. Quero experimentar-me assim - disse a Pequena Alma.

- Bom, mas há uma coisa que devias saber - disse Deus.

A Pequena Alma já começava a ficar um bocadinho impaciente. Parecia haver sempre alguma complicação.

- O que é? - suspirou a Pequena Alma.
- Não há ninguém a quem perdoar.

- Ninguém? A Pequena Alma nem queria acreditar no que tinha ouvido.

- Ninguém! - repetiu Deus. Tudo o que Eu fiz é perfeito. Não há uma única alma em toda a Criação menos perfeita do que tu. Olha à tua volta.

Foi então que a Pequena Alma reparou na multidão que se tinha aproximado. Outras almas tinham vindo de todos os lados - de todo o Reino - porque tinham ouvido dizer que a Pequena Alma estava a ter uma conversa extraordinária com Deus, e todas queriam ouvir o que eles estavam a dizer.

Olhando para todas as outras almas ali reunidas, a Pequena Alma teve de concordar. Nenhuma parecia menos maravilhosa, ou menos perfeita do que ela. Eram de tal forma maravilhosas, e a sua Luz brilhava tanto, que a Pequena Alma mal podia olhar para elas.

- Então, perdoar quem? - perguntou Deus.

- Bem, isto não vai ter piada nenhuma! - resmungou a Pequena Alma - Eu queria experimentar-me como Aquela que Perdoa. Queria saber como é ser essa parte de especial.

E a Pequena Alma aprendeu o que é sentir-se triste.

Mas, nesse instante, uma Alma Amiga destacou-se da multidão e disse:
- Não te preocupes, Pequena Alma, eu vou ajudar-te - disse a Alma Amiga.

- Vais? - a Pequena Alma animou-se. - Mas o que é que tu podes fazer?
- Ora, posso dar-te alguém a quem perdoares!

- Podes?
- Claro! - disse a Alma Amiga alegremente. - Posso entrar na tua próxima vida física e fazer qualquer coisa para tu perdoares.

- Mas porquê? Porque é que farias isso? - perguntou a Pequena Alma. - Tu, que és um ser tão absolutamente perfeito! Tu, que vibras a uma velocidade tão rápida a ponto de criar uma Luz de tal forma brilhante que mal posso olhar para ti! O que é que te levaria a abrandar a tua vibração para uma velocidade tal que tornasse a tua Luz brilhante numa luz escura e baça? O que é que te levaria a ti, que danças sobre as estrelas e te moves pelo Reino à velocidade do pensamento, a entrar na minha vida e a tornares-te tão pesada a ponto de fazeres algo de mal?

- É simples - disse a Alma Amiga. - Faço-o porque te amo.

A Pequena Alma pareceu surpreendida com a resposta.

- Não fiques tão espantada - disse a Alma Amiga - tu fizeste o mesmo por mim. Não te lembras? Ah, nós já dançámos juntas, tu e eu, muitas vezes. Dançámos ao longo das eternidades e através de todas as épocas. Brincámos juntas através de todo o tempo e em muitos sítios. Só que tu não te lembras. Já fomos ambas o Todo. Fomos o Alto e o Baixo, a Esquerda e a Direita. Fomos o Aqui e o Ali, o Agora e o Depois. Fomos o Masculino e o Feminino, o Bom e o Mau - fomos ambas a vítima e o vilão. Encontrámo-nos muitas vezes, tu e eu; cada uma trazendo à outra a oportunidade exacta e perfeita para Expressar e Experimentar Quem Realmente Somos.

- E assim, - a Alma Amiga explicou mais um bocadinho - eu vou entrar na tua próxima vida física e ser a "má" desta vez. Vou fazer alguma coisa terrível, e então tu podes experimentar-te como Aquela Que Perdoa.

- Mas o que é que vais fazer que seja assim tão terrível? - perguntou a Pequena Alma, um pouco nervosa.

- Oh, havemos de pensar nalguma coisa - respondeu a Alma Amiga, pisacndo o olho.

Então a Alma Amiga pareceu ficar séria, disse numa voz mais calma:

- Mas tens razão acerca de uma coisa, sabes?
- Sobre o quê? - perguntou a Pequena Alma.

- Eu vou ter de abrandar a minha vibração e tornar-me muito pesada para fazer esta coisa não-muito-boa. Vou ter de fingir ser uma coisa muito diferente de mim. E por isso, só te peço um favor em troca.

- Oh, qualquer coisa, o que tu quiseres! - exclamou a Pequena Alma, e começou a dançar e a cantar: - Eu vou poder perdoar, eu vou poder perdoar!

Então a Pequena Alma viu que a Alma Amiga estava muito quieta.
- O que é? - perguntou a Pequena Alma. - O que é que eu posso fazer por ti? És um anjo por estares disposta a fazer isto por mim!

- Claro que esta Alma Amiga é um anjo! - interrompeu Deus, - são todas! Lembra-te sempre: Não te enviei senão anjos.

E então a Pequena Alma quis mais do que nunca satisfazer o pedido da Alma Amiga.

- O que é que posso fazer por ti? - perguntou novamente a Pequena Alma.

- No momento em que eu te atacar e atingir, - respondeu a Alma Amiga - no momento em que eu te fizer a pior coisa que possas imaginar, nesse preciso momento...

- Sim? - interrompeu a Pequena Alma - Sim?
A Alma Amiga ficou ainda mais quieta.

- Lembra-te de Quem Realmente Sou.
- Oh, não me hei-de esquecer! - gritou a Pequena Alma - Prometo! Lembrar-me-ei sempre de ti tal como te vejo aqui e agora.

- Que bom, - disse a Alma Amiga - porque, sabes, eu vou estar a fingir tanto, que eu própria me vou esquecer. E se tu não te lembrares de mim tal como eu sou realmente, eu posso também não me lembrar durante muito tempo. E se eu me esquecer de Quem Sou, tu podes esquecer-te de Quem És, e ficaremos as duas perdidas. Então, vamos precisar que venha outra alma para nos lembrar às duas Quem Somos.

- Não vamos, não! - prometeu outra vez a Pequena Alma. - Eu vou lembrar-me de ti! E vou agradecer-te por esta dádiva - a oportunidade que me dás de me experimentar como Quem Eu Sou.


E assim o acordo foi feito. E a Pequena Alma avançou para uma nova vida, entusiasmada por ser a Luz, que era muito especial, e entusiasmada por ser aquela parte especial a que se chama Perdão.

E a Pequena Alma esperou ansiosamente pela oportunidade de se experimentar como Perdão, e por agradecer a qualquer outra alma que o tornasse possível.

E, em todos os momentos dessa nova vida, sempre que uma nova alma aparecia em cena, quer essa nova alma trouxesse alegria ou tristeza - principalmente se trouxesse tristeza - a Pequena Alma pensava no que Deus lhe tinha dito.

Lembra-te sempre, - Deus aqui tinha sorrido - não te enviei senão anjos.


Título original: The Little Soul & The Sun
Autoria:
Neale Donald Walsch

12 de setembro de 2011

O caminho - Parte II

Depois de ser plantada a semente da curiosidade e despertado o desejo inadiável de restaurar a nossa alma, começamos a encontrar os reis das lições de vida: os obstáculos! Serenamente ou de forma mais tumultuosa, por entre turbilhões de ideias, dúvidas e expectativas, começamos a encarar as nossas primeiras lições, as nossas oportunidades de crescer emocional e espiritualmente. Empurrões necessários para se andar na vida sem sonambulismos até acordarmos e até vermos claramente que temos de nos “curar” e como temos de o fazer. Casa desafio com que nos deparamos tem uma lição para nos oferecer e enquanto não aprendermos o que há para aprender, continuaremos a deparar-mo-nos com o mesmo desafio uma e duas e três vezes.

Pessoalmente, para avançar de forma vigorosa pelo caminho que tinha de perseguir, tive de passar por choques e por situações que me deixaram arrasada e que mudaram a minha forma de ver e de viver a vida em vários sentidos. Eventos súbitos que abalaram as minhas verdades, o meu sentido de segurança e de sobrevivência, assim como o de família. Surgiram sentimentos complicados e dolorosos e uma profunda tristeza e impotência.

Estes acontecimentos mexem com a nossa personalidade e maneira de estar e de nos mostrarmos no mundo. Tendemos a perceber-mo-nos melhor ou até a conhecer-mo-nos (sim, eu descobri que não me conhecia de todo) e a mostrarmos ao mundo a nossa essência da forma como nos aprouver! Com o passar do tempo, e sem me libertar da minha tristeza, conflitos e desgosto interior, a minha alma começou a abanar-me. Não a senti. Então os meus Mestres e Guias, começaram a sussurrar-me. Mal os ouvi! Continuei a enterrar a dor e que “Deus me livrasse” de incomodar alguém com os meus disparates complicados e surreais! Tinha o maldito vício de achar que era muito mais importante agradar aos outros do que satisfazer as minhas próprias necessidades! E que vício… um dos difíceis! Até que Eles foram mais drásticos, e decidiram despertar-me de vez!

É nessa altura, quando conseguimos ver ou sentir o que está bloqueado, que os nossos Mestres terrenos, que estão destinados ao nosso caminho para nos direccionarem, aparecem! Mas atenção, só para quem está disposto a aceitá-los e para quem os quer ver e reconhecer como tal! Quando batemos no fundo, temos uma escolha importante a fazer. Quando nos sentimos perdidos ou sozinhos, temos dificuldade em acreditar que as respostas estejam dentro de nós, levando a que nos abstraímos do nosso conhecimento interior. Até quando estamos estáveis e equilibrados é uma tarefa complicada.

Uma aventura espiritual inesperada, mas verdadeira, que nos guia por vários caminhos, zigue-zangueando, com o mesmo princípio: encontrar e explorar a espiritualidade. Experiências sagradas que não se destinam apenas aos abençoados e aos bafejados pela sorte, mas também a cada um de nós que tem em si o potencial para descobrir o divino na sua vida. Eis com o que muitos de nós nos deparamos a certa altura da nossa estadia aqui neste plano físico.

O caminho - Parte I


Tudo começou com a procura de um objetivo de vida que não podia não existir, e com uma boa dose de curiosidade e de sede de saber. Descobrir o invisível, compreender o que está para além do falado e conseguir uma explicação para o que já fazia sentido para mim, mesmo sem saber, tornava-se urgente aos 13 anos.

Criada numa família católica e habituada a frequentar e a acreditar nos dogmas ditados pela igreja católica, não havia muita informação adicional acerca de outras crenças e pensamentos não fosse estarmos na Era da Internet e não fossem os livros que iram aparecendo, como por magia, e que eram guiados até mim: Paulo Coelho, Manuais de Magia Branco e, mais tarde, Brian Weiss, abriram os portais! Temas como Wicca, Alquimia, Espíritos, Eu Superior, Reencarnação, Sacerdotisas e Sacerdotes, Mestres e Discípulos começaram a entrar na minha vida e a permanecerem na minha mente, iniciando um longo caminho pronto a ser percorrido!

O desejo de ser iniciada, de encontrar e de ter um mestre espiritual, de entrar num mundo de maravilhas, intensificava-se e era revelada a consciência de não saber que chegue sobre o assunto e de desejar saber mais.

10 de setembro de 2011

O iniciar de um caminho


Uma aventura espiritual inesperada, mas verdadeira, que nos guia por vários caminhos, zigue-zangueando, com o mesmo princípio: encontrar e explorar a espiritualidade. Experiências sagradas que não se destinam apenas aos abençoados e aos bafejados pela sorte, mas também a cada um de nós que tem em si o potencial para descobrir o divino na sua vida. Eis com o que muitos de nós nos deparamos a certa altura da nossa estadia aqui neste plano físico.